Variante Delta e atraso na vacinação trazem cenário preocupante na pandemia

A última nova variante do coronavírus, a Delta (B.1.671.2), foi identificada na Índia e se tornou rapidamente predominante no Reino Unido. Agora, com as baixas taxas de vacinação em alguns países, como aqui no Brasil, o cenário para os próximos meses é preocupante.

Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 70% da população adulta já foi vacina com a primeira dose, com o país já observando uma diminuição nos casos de mortes e hospitalizações de pessoas com casos graves da doença. Ainda assim, o país norte-americano ainda corre o risco de ver a pandemia piorar, com 10% das infecções pelo coronavírus sendo pela variante Delta, com os números dobrando a cada duas semanas.

Já no Reino Unido, os casos de infecção pela variante começaram a surgir no começo de abril, de forma gradual e aumentando rapidamente. No início deste mês, inclusive, os casos de contaminação pela variante Delta já chegava a 60%. A cepa também já chegou à China, na província de Guangdong, e aqui no Brasil, no estado do Paraná e Rio de Janeiro.

No país asiático, o governo já determinou bloqueios nas ruas aos arredores da província, além de impor restrições de entrada e saída em determinados locais. Voos domésticos também foram cancelados temporariamente para evitar novas contaminações. Matt Hancock, ministro da Saúde do Reino Unido, revelou no começo de junho que a variante é 40% mais contagiosa, o que pode aumentar os casos de hospitalização. Na Escócia, a infecção pela variante Delta, em comparação com a Alpha, traz o dobro de risco de uma pessoa precisar ser internada.

Ainda que a propagação da variante Delta seja preocupante, felizmente pessoas que já estão completamente vacinadas já podem estar protegidas contra a nova cepa. No fim do mês de maio, pesquisadores do Public Health England (PHE) revelaram em pesquisa que a aplicação das duas doses da vacina da Pfizer-BioNTech traz eficácia de 88% na prevenção da variante Delta, enquanto a AstraZeneca se mostrou 60% eficaz.

No caso da aplicação de apenas uma dose de ambos os imunizantes, a porcentagem é de apenas 33%, o que significa que não há a proteção. Outro estudo, este realizado na Escócia, sugere que as duas doses da vacina da Pfizer-BioNTech é 79% eficaz no combate à variante, enquanto as duas doses da vacina da Oxford com a AstraZeneca é 60% eficaz.

Também na segunda-feira, outro estudo do PHE descobriu que a vacina da Pfizer/BioNTech é 96% eficaz contra a hospitalização pela variante Delta, enquanto as duas doses da AstraZeneca apresentou taxa de proteção de 92%. As boas notícias, no entanto, podem não se manter seguras devido à lentidão ou pausas nos programas de vacinação, ou ainda pela recusa de algumas pessoas na hora de decidir se quer receber a vacina

Fonte: Wired

Informações extraídas do site CanalTech
https://canaltech.com.br/saude/variante-delta-e-atraso-na-vacinacao-trazem-cenario-preocupante-na-pandemia-187568/
Autor: Natalie Rosa

Natalie Rosa

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