Vacina da Janssen deve chegar ao Brasil perto do prazo de validade

Nos próximos dias, o Brasil deve receber o primeiro lote de 3 milhões de doses da vacina da Janssen — braço farmacêutico da Johnson & Johnson — contra o coronavírus SARS-CoV-2. No entanto, o carregamento de imunizantes contra a COVID-19 de dose única deve chegar perto do prazo de validade. Para sermos mais específicos, as vacinas precisarão ser aplicadas até o dia  27 de junho, quando vencem.

Nesta terça-feira (8), a questão sobre o prazo de validade das doses da vacina da Janssen foi compartilhada pelo Ministério da Saúde a técnicos das secretarias estaduais de todo o país. Como a previsão — ainda não confirmada — de desembarque do carregamento é na próxima terça-feira (15), a pasta prepara uma complexa operação de logística para que todas as doses possam ser aplicadas nos brasileiros, sem desperdícios. 

No total, haverá pouco mais de uma semana para receber, distribuir as doses para os estados e aplicar os 3 milhões de doses do imunizante nas pessoas. Segundo a Saúde, as vacinas devem ser distribuídas apenas às capitais, o que facilitaria a aplicação, já que essas regiões contam, de maneira geral, como melhor infraestrutura. Isso, por exemplo, já é feito com carregamentos da Pfizer/BioNTech, porque precisam ser mantidas em temperaturas mais baixas. 

Além disso, o ministério deve coordenar uma ampla campanha de utilidade pública incentivando as pessoas a procurarem os postos de saúde, já que as doses precisarão ser usadas nesse intervalo curto de tempo. Por fim, a Saúde esclarece que o país tem capacidade de aplicar até 2,4 milhões de doses de vacinas por dia, o que garante a capacidade de aplicar estas doses.

Vale lembrar que pesquisas sobre o imunizante de dose única destacam que a eficácia global — o que envolve casos moderados e leves —  é de 66%. Além disso, a taxa de proteção é estimada é de 85%, quando são considerados apenas os casos graves da COVID-19, ou seja, quando a internação é necessária. No Brasil, voluntários participaram dos estudos clínicos de Fase 3.

Para a proteção, a vacina contra o coronavírus adota uma plataforma vetor viral não replicante. Em outras palavras, os cientistas adotam um adenovírus humano (Ad26) modificado para não se replicar mais. Tal adenovírus é editado para carregar a proteína spike do coronavírus. A partir desse fragmento de material genético do coronavírus nas células, o sistema imunológico do corpo aprende a identificar e combater o agente infeccioso. Estável, a fórmula pode ser armazenada em freezers comuns, entre 2 °C e 8 °C.

Fonte: Folha de S. Paulo  

Informações extraídas do site CanalTech
https://canaltech.com.br/saude/vacina-da-janssen-deve-chegar-ao-brasil-perto-do-prazo-de-validade-186788/
Autor: Fidel Forato

Fidel Forato

Fidel Forato

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *