Giro da Saúde: do polêmico remédio do Alzheimer às tretas da variante Delta

Na última semana, vários assuntos movimentaram a editoria de saúde aqui no Canaltech. A gente selecionou as notícias mais bombadas (e importantes) da semana, que vão servir de gancho para o que está por vir por aí. Pegou seu café? Então senta e vem se inteirar aqui no Giro da Saúde!

No começo da semana passada, a agência federal norte-americana FDA (Food and Drug Administration) decidiu aprovar um remédio novo (e polêmico) para conter os avanços da doença de Alzheimer. A droga, desenvolvida pela empresa de biotecnologia Biogen Idec e batizada de Aduhelm, acende uma luz de esperança para pacientes com a doença neurodegenerativa, mas boa parte da comunidade científica fez barulho ao se posicionar contra sua liberação.

Mesmo após um painel de especialistas independentes convocados pela FDA no ano passado criticar a eficácia do medicamento, a aprovação aconteceu. Os pesquisadores concluíram, em novembro, que não havia evidências suficientes para afirmar que o tratamento era seguro e eficaz para os pacientes que convivem com o Alzheimer. Para que o medicamento seja mantido no mercado, a Biogen Idec precisará conduzir um ensaio clínico minucioso e comprovar que o mecanismo de ação do remédio traz benefícios cognitivos para o paciente, em vez de deletérios ao longo do uso contínuo. Se tal estudo falhar, a agência deve cancelar a autorização de uso do Aduhelm.

Saiba como a droga age no cérebro com Alzheimer

A comissão especial da Câmara dos Deputados, na última terça (8), aprovou texto-base do Projeto de Lei 399/15, que trata da legalização do cultivo de cannabis para fins medicinais, veterinários, científicos e industriais no Brasil. A disputa, aliás, foi acirrada: foram 17 votos favoráveis e 17 contrários, ficando o desempate a cargo do relator do PL, deputado Luciano Ducci (PSB-PR), seguindo as normativas do Regimento Interno. Como a proposta tramita em caráter conclusivo, ela poderia ser enviada diretamente ao Senado para votação — mas os deputados informaram que devem apresentar recurso para levar a análise para o plenário da Câmara.

É importante ressaltar que o PL pode legalizar o cultivo da cannabis no país, mas com restrições, caso seja aprovado. Apenas pessoas jurídicas poderiam realizar o cultivo da planta, o que não delibera o platio doméstico para uso individual, muito menos recreativo.

Para entender melhor a quantas anda o projeto, acesse a notícia completa

Olha que notícia boa: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atendeu, na sexta-feira (11), aos pedidos da Pfizer e alterou a bula da vacina Comirnaty, desenvolvida contra COVID-19. Isso significa que a partir dessa liberação, o imunizante vai poder ser injetado em adolescentes com 12 anos ou mais no Brasil, ampliando a imunização da população e conferindo mais biossegurança nas escolas.

Antes disso, vale lembrar que a vacina da Pfizer era autorizada para pessoas com 16 anos ou mais. Agora, após a aprovação da nova bula, a Comirnaty se torna oficialmente a única vacina entre as autorizadas no Brasil com indicação para adolescentes. E a Pfizer quer mais: a farmacêutica já trabalha em um novo estudo clínico para ampliar ainda mais a imunização de crianças e jovens contra a COVID-19, já que, nos EUA e na Europa, já vem investigando a segurança e a eficácia da vacina em bebês e crianças.

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A África está em situação de desespero no enfrentamento ao coronavírus: de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o continente atravessa uma fase dura, com uma grave escassez de imunizantes, no mesmo passo em que uma nova onda de infecções progride. E, para piorar, os embarques de vacinas estão quase parados. Há pelo menos cinco países onde simplesmente ninguém tomou a vacina ainda, conforme dados do Centro Africano para Controle e Prevenção de Doenças.

São cerca de 700 milhões de doses de vacina contra COVID em déficit, mesmo após o COVAX Facility garantir ajuda com vacinas para países mais pobres. “É extremamente preocupante e frustrante”, desabafou o Diretor do Centro Africano para Controle e Prevenção de Doenças, Dr. John Nkengasong. Para tentar uma solução rápida, ele chegou a pedir que os líderes das nações mais ricas compartilhem vacinas sobressalentes com o continente africano. Os EUA já garantiram auxílio.

No Canaltech você lê mais informações sobre a vacinação na África, além dados de países

Berço do coronavírus, a China está lutando contra surtos da nova variante Delta do coronavírus, identificada pela primeira vez na Índia. Com alta de casos na província de Guangdong, as autoridades locais iniciaram testes em massa e bloquearam áreas para tentar controlar a transmissão. Por lá, a variante Delta, segundo o governo, seria um dos principais fatores por trás da explosão de casos.

Para evitar a disseminação e uma nova onda no país, o governo já impôs bloqueios rígidos em determinadas ruas. Algumas áreas não permitem a entrada de pessoas oriundas de locais considerados críticos e os residentes não podem sair de seus edifícios. Além disso, o governo local está monitorando o movimento de entrada e saída dos moradores, enquanto voos domésticos já foram cancelados e carros elétricos circulam nas ruas para transportar produtos de primeira necessidade.

Acesse a notícia no CT para saber mais

Já imaginou se existisse um remédio que impedisse o ganho de peso em pessoas com obesidade? Na Dinamarca, isso já existe, e nos Estados Unidos, isso já foi aprovado no início do mês. Conhecida oficialmente pelo nome de Wegovy, a injeção da farmacêutica Novo Nordisk pode ajudar aqueles que pretendem perder peso, desde que acompanhada de mudanças alimentares e de uma rotina de exercícios.

O medicamento, que inicialmente era usado no tratamento de diabetes tipo 2, já que seu princípio ativo, a semaglutida, afeta um hormônio chamado peptídeo-1 — semelhante ao glucagon 1 (GLP-1) — levando ao aumento da produção de insulina. Como efeito colateral, o composto ainda pode suprimir o apetite, sendo a primeira droga aprovada para controle crônico de peso em adultos com obesidade ou com sobrepeso desde 2014. No entanto, a droga pode ter efeitos colaterais, como inflamação do pâncreas, aumento da frequência cardíaca, náuseas, diarreia, pensamentos suicidas e formação de cálculos na vesícula.

Entenda como o Wegovy consegue reduzir o apetite e ajudar a combater a obesidade

Identificada pela primeira vez na Índia, a variante Delta (B.1.671.2) do coronavírus já virou motivo de preocupação mundial, e está mostrando seus estragos mundo afora, principalmente na Índia. A cepa é considerada 50% mais transmissível e foi responsável pela segunda onda da COVID-19 no seu país de origem, onde ultrapassou recorde de novas infecções e óbitos.

De acordo com relatos e suspeitas de médicos da linha de frente ao enfrentamento da COVID na Índia, a variante Delta pode levar a novos sintomas e complicações nos pacientes contaminados. Perda auditiva, distúrbios gástricos graves e coágulos sanguíneos que podem levar à gangrena são algumas das complicações que não estavam, até então, relacionadas à doença e foram associados à COVID pelos médicos locais. Sintomas envolvendo dor de estômago, náuseas, vômitos, perda de apetite e dores nas articulações também foram associados à variante Delta.

Fora do país, evidências iniciais apontam que a cepa pode aumentar o risco de hospitalização, segundo levantamento britânico. “Precisamos de mais pesquisas científicas para analisar se essas apresentações clínicas mais recentes estão ligadas a B.1.617 ou não”, afirmou Abdul Ghafur, médico infectologista do Apollo Hospital em Chennai, a maior cidade do sul da Índia.

No Canaltech você encontra mais informações a respeito desse assunto

Informações extraídas do site CanalTech
https://canaltech.com.br/saude/giro-da-saude-do-polemico-remedio-do-alzheimer-as-tretas-da-variante-delta-187121/
Autor: Luciana Zaramela

Luciana Zaramela

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