Filme da Netflix tem tudo para deixar fãs chocados

A Netflix conta com um catálogo de filmes e séries de todos os gêneros imagináveis. De assustadores filmes de terror a reality shows, passando por séries de comédia e longas de fantasia, a plataforma tem conteúdos para todos os gostos.

O serviço de streaming também se destaca por oferecer ao público a chance de conhecer o estilo do cinema de diversos países, disponibilizando em seu catálogo ótimos sucessos internacionais.

Lançado recentemente na Netflix, o filme chinês Super Me já está sendo chamado de “o novo A Origem”, em uma comparação direta ao sucesso de Christopher Nolan.

O site Screen Rant explicou tudo sobre as semelhanças entre os filmes; confira abaixo!

O filme de fantasia Super Me, dirigido por Zhang Chong, apresenta semelhanças interessantes com A Origem, sucesso de Christopher Nolan lançado em 2010.

No blockbuster chinês, a vida de um roteirista vira de cabeça para baixo quando ele descobre a habilidade de se infiltrar no mundo dos sonhos.

A ideia de sonhos flexíveis já foi apresentada em vários filmes, e Super Me continua essa tradição usando os sonhos como uma ferramenta narrativa para a movimentação do enredo.

Ao início de Super Me, o protagonista Sang Yu, interpretado por Talu Wang, vive na pobreza e tenta criar um roteiro para o amigo cineasta San Ge. Yu também deseja o amor da jovem Hua Er, uma mulher que trabalha em um café.

Eventualmente, o protagonista se torna uma espécie de ladrão de sonhos, com o Cobb de A Origem, ao descobrir que possui a habilidade de roubar antiguidades do mundo onírico e trazê-las de volta para o mundo real.

Assim como Cobb se infiltra nos sonhos de outras pessoas para extrair informações para clientes poderosos, Yu invade inúmeros cofres de tesouros para roubar artefatos luxuosos e vendê-los para um antiquário na vida real.

Tanto Super Me quanto A Origem passam a apresentar linhas cada vez mais confusas entre os sonhos e a realidade, tornando difícil a distinção entre os dois mundos.

O filme chinês também aborda o conceito dos ambientes dos sonhos. Quando Sang começa a sonhar, o protagonista consegue apenas vislumbres do cofre que gostaria de roubar.

Com o passar do tempo, o personagem se torna mais adepto em controlar o ambiente dos sonhos, abrindo todas as camadas do cofre, até conseguir acesso completo ao seu conteúdo.

Os dois filmes também apresentam visuais e ambientações similares. Um hotel se estabelece como uma locação importante nos dois projetos.

Em Super Me, um hotel representa a localização de Sang no mundo real, e em A Origem, um hotel é o cenário da incrível luta no corredor e se estabelece como uma das camadas mais profundas no mundo dos sonhos infiltrado por Cobb.

Ocasionalmente, um demônio que habita o mundo dos sonhos de Sang consegue invadir o mundo real, ameaçando destruir a carreira do protagonista como ladrão de arte.

De maneira semelhante, personagens do mundo dos sonhos de Cobb também costumavam aparecer no mundo real, com o objetivo de invalidar seus esforços. Tanto Super Me quanto A Origem mostram, de maneira inteligente, como a manipulação do mundo dos sonhos afeta a vida real dos protagonistas.

Assim como A Origem, Super Me também explora novas maneiras de se representar a surreal lógica dos sonhos, mas o faz com mais humor e leveza.

Em certo ponto, Sang sonha que está dirigindo um carro de luxo, e quando acorda, o mesmo carro aparece em seu quarto de hotel.

Para os espectadores que ainda lutam para decifrar o misterioso desfecho de A Origem, Super Me oferece reviravoltas igualmente criativas.

Com seu enredo infundido com temas de fantasia, Super Me não se preocupa com os limites do mundo real, ao invés disso escolhendo a liberdade do mundo dos sonhos.

Super Me está disponível na Netflix. O elenco do longa conta com Talu Wong, Elaine Jin, Kevin Lee, Jia Song, Gang Wu e Bingkun Cao.

Informações extraídas do site Observatório do Cinema – UOL
https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/06/filme-da-netflix-tem-tudo-para-deixar-fas-chocados
Autor: Alexandre Guglielmelli

Alexandre Guglielmelli

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