É dia de rir… É dia de CPI!

Assistir a CPI da Covid ou do Barroso é como assistir um filme dos Três Patetas, com uma diferença: os Patetas fazem trapalhadas inocentes; os “Três” da CPI vêem em qualquer detalhe insignificante uma grande maldade. E cada detalhe tem que se acasalar com o roteiro que os três idealizaram.

Visando contribuir com “Reality-Show-da CPI-da-Covid”, infiltramos um agente na sala super-mega-ultra-secreta, onde são guardados os documentos. Nosso agente vasculhou uns 10 mil e encontrou alguns que trazem diversas teorias e que são considerados importantíssimos pelos senadores.

Então, divirta-se lendo esses documentos em primeira mão, e ouça a música “Sem Dívida, Nem Dúvida” de Jorge Aragão, que não é cientista e nem médico, mas a letra da música é um mistério que a CPI tenta desvendar, porque tem relação estreita com as teorias idealizadas pelos senadores-inquisidores, diz assim:

“É galinha ou garnisé? Coró-có-có

Nair, Nair, Nair/ Nunca comprou nada trocado

Hoje em dia vem tudo embalado/ Quase não se sabe o que é

É galinha ou garnisé? Coró-có-có.”

Daqui para frente esse será o fundo musical para apresentação de cada documento. Eis o primeiro: a “Teoria da Anta-Gorda”.

Segundo os Senadores do grupo G7 “é a prova incontestável do uso da cloroquina, pelo Presidente, na região amazônica”.

Eis o que relata o documento:

Um caçador no meio da selva amazônica, ao avistar uma anta pegou sua espingarda, fez mira e atirou. Aí aconteceu algo incrível, a anta virou uma bola de fogo. Sim, incendiou-se na hora. Conta esse caçador que quase nada aproveitou da anta, a não ser umas três bacias de torresmo que ficaram ali, onde estava o animal. Ele explicou que o chumbo ao entrar na carne gordurosa do animal fez com que ele pegasse fogo, inteirinho. E o bicho se transformou em torresmo. Daí espalhar-se a teoria de que torresmo de anta misturado a cloroquina cura Covid.

“É galinha ou garnisé? Coró-có-có

Nair, Nair, Nair/ Nunca comprou nada trocado

Hoje em dia vem tudo embalado/ Quase não se sabe o que é

É galinha ou garnisé? Coró-có-có.

Outro documento que nosso agente-secreto teve acesso é uma prova robusta, é a prova mais forte, mais evidente, de que o Presidente usou cloroquina para curar Covid. Possui o título de “Teoria -da canoa-furada”. É ciência pois se utiliza da física para sua explicação. Ei-la:

Os que defendem essa teoria afirmam que um ribeirinho atravessava o rio Solimões no inverno amazônico em uma pequena canoa. Como a maioria dos brasileiros não conhece o Solimões nem na cheia nem na seca, eu explico: quando o rio enche, no inverno, você não avista a outra margem. Olha, olha e nada vê. É um mar de água. É algo assustador.

Mas voltemos ao ribeirinho que atravessava o rio em sua pequena canoa. Ao chegar no meio do rio aconteceu uma desgraça: a canoa furou na proa. Apavorado ele começou a tirar água com uma cuia, mas o volume de água que entrava pela proa era muito grande. Ele então teve uma sacada genial. Pegou um facão, foi até a popa da canoa e lá abriu outro buraco e assim conseguiu chegar a outra margem.

Perguntado como isso aconteceu, pois se por um buraco já entrava muita água, por dois a canoa deveria alagar mais rápido. Ele explicou que o esguicho de água que entrava pela proa era muito forte e ao abrir um buraco na popa a água que entrava fortemente pela proa saia pelo segundo buraco que ele abrira na popa. Uma simples questão de física.

“É galinha ou garnisé? Coró-có-có

Nair, Nair, Nair/ Nunca comprou nada trocado

Hoje em dia vem tudo embalado/ Quase não se sabe o que é

É galinha ou garnisé? Coró-có-có.

O Senador Otto Alencar, também aparece em um desses documentos-prova secretos. Como os parâmetros científicos dominam o evento, Otto defendeu a teoria de Otto Alencar, que diz: “Ninguém sabe de nada a não ser Otto Alencar”. Dono de “um conhecimento profundo” sobre toda medicina, interrogou a médica Nise Yamaguchi. Esse interrogatório prova, incontestavelmente, que Jair Bolsonaro usou e abusou da cloroquina. Vamos ao relato do interrogatório:

O sábio Alencar perguntava, e como era sábio, ele mesmo respondia. Ou quando a médica queria responder ele cortava e dizia que ela não sabia de nada.

Lá pelas tantas ele perguntou:

– A senhora sabe qual a diferença entre um protozoário e um vírus?

Atordoada e surpresa pela pergunta primária do sábio Otto, ela respondeu:

– Protozoários são organismos celulares, e os vírus são organismos que têm um conteúdo de DNA ou RNA. Simples, mas correta.

– Resposta errada, disse Otto e afirmou – A senhora não é infectologista e por isso não sabe o que está dizendo. Pergunto:

– Qual o nome do grupo a que pertence o coronavírus?

– “Coronaviridae”, disse a médica, impecavelmente.

– Não sabe de nada de infectologia. Nem estudou doutora, disse o sábio Otto. Responda essa:

– Qual é o exame que prova se um paciente tem imunidade da doença? A médica, admirada por estar diante de tanta sabedoria, respondeu baixinho e corretamente, mas o senador a interrompe e diz: “A senhora não respondeu! O teste é o de “anticorpos neutralizantes”.

“É galinha ou garnisé? Coró-có-có

Nair, Nair, Nair/ Nunca comprou nada trocado

Hoje em dia vem tudo embalado/ Quase não se sabe o que é

É galinha ou garnisé? Coró-có-có.

Entusiasmados com Otto, os outros gênios da CPI, pertencentes ao grupo do G7, estão fazendo um relatório incontroverso, usando as três teorias: “A da Anta-Gorda”, a “Teoria-da-canoa-furada” e a teoria “Ninguém sabe de nada a não ser Otto Alencar”. As três provam, sem dúvida nenhuma, que Jair Bolsonaro usou cloroquina para curar Covid. E foram além: adotaram o método acadêmico de interrogatório desenvolvido pelo sábio Otto Alencar. Aos próximos depoentes farão perguntas assim:

– “Por que o marido da viúva não pode casar com a cunhada”?

A resposta deve estar com os três patetas ou inserida na música de Jorge Aragão.

Em tempos de “censura“, precisamos da ajuda do nosso leitor.

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