Cruella não é [SPOILER]: Veja como Disney pode ter enganado a todos

Cruella não é [SPOILER]: Veja como Disney pode ter enganado a todos

O catálogo clássico da Disney – em live-action e animação – não se destina à construção de um mesmo mundo em larga escala, mas a gigante do entretenimento, que recentemente lançou Cruella, sempre teve uma espécie de universo compartilhado com Mickey Mouse e seus amigos e até juntou personagens de obras diferentes em algumas produções, como O Point do Mickey e Once Upon a Time.

No entanto, uma nova teoria de fã postada no Reddit envolvendo Cruella tem uma abordagem um pouco mais agressiva, apresentando a ideia de que a versão da personagem em 101 Dálmatas é na verdade a Baronesa, não a mulher anteriormente conhecida como Estella.

O principal desafio criativo de Cruella é evocar simpatia por, francamente, uma das personagens mais detestáveis do mundo da Disney, como apontou um artigo do CBR.

Cruella De Vil apareceu pela primeira vez na animação original de 101 Dálmatas como uma herdeira enlouquecida, consumida por direitos e fixada na noção de transformar cachorrinhos dálmatas em um casaco de pele.

Induzir o público a torcer por tal figura, independentemente do estágio da vida em que ela se encontra, constitui uma tarefa significativa.

Cruella teve grande sucesso nisso, mas isso criou uma série de incongruências no enredo com filmes anteriores, mais notavelmente a cena pós-créditos, que mostra Cruella entregando Pongo e Perdita para aqueles que se tornariam seus donos.

O filme é considerado por algumas pessoas como um prelúdio de 101 Dálmatas – O Filme, estrelado por Glenn Close, não o longa de animação de 1961, mas de qualquer forma, seu caminho para qualquer um desses filmes tem alguns erros de continuidade significativos para contornar.

A teoria em questão não aborda incongruências práticas, como as respectivas ocupações de Roger e Anita, mas sim a natureza diferente de Emma Stone como Cruella. Sua origem dura entre a classe baixa e a adoção da estética punk dos anos 70 no filme não se encaixa com a herdeira narcisista e mimada dos filmes de 101 Dálmatas.

Como aponta a teoria, no entanto, a Baronesa se encaixa muito mais nessa ideia. Ela demonstra o mesmo tipo de crueldade que a Cruella em filmes posteriores, bem como o direito que vem por ter sido criada na classe alta.

Obviamente, a ideia de que a Baronesa é a “verdadeira Cruella” não passa de uma teoria da Internet, que também traz suas incoerências, como deve ser notado. Apesar de a versão de Emma Stone ser muito diferente da original, o público em geral parece ter comprado o conceito de que essa só é uma nova abordagem da vilã.

Cruella está agora disponível no Disney+ através do Premier Access.

Informações extraídas do site Observatório do Cinema – UOL
https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/06/cruella-nao-e-spoiler-veja-como-disney-pode-ter-enganado-a-todos
Autor: Victor Carvalho

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