Alvo da NASA, asteroide 16 Psique pode não ser o núcleo exposto de um planeta

O asteroide 16 Psyche (ou Psique) despertou o interesse da comunidade científica quando estudos estimaram que ele teria composição principalmente metálica, sugerindo que, talvez, ele fosse o núcleo exposto de um planeta “fracassado”. Isso levou a NASA a programar uma missão para estudar o objeto de perto, mas um novo estudo propõe que ele pode não ser tão especial assim.

As supostas origens do Psique indicam que ele poderia ser um registro da formação protoplanetária dos primeiros dias do Sistema Solar. Essa seria uma oportunidade única de estudar de pertinho um núcleo planetário exposto, mas os autores do novo estudo sugerem que o asteroide é composto de 82,5% de metal, 7% de piroxênio com baixo teor de ferro e 10,5% de condrito carbonáceo, que provavelmente foi levado ao Psique pela colisão com outros asteroides.

Segundo as estimativas anteriores, o Psique teria até 95% de metal em sua composição, além de ser muito mais denso do que o novo estudo propõe. Mas, se as novas características forem as verdadeiras, o Psique foi bastante modificado ao longo do tempo e talvez não seja muito diferente de outro asteroide que já foi visitado por uma nave da NASA: o Bennu, que não passa de um amontoado de restos de outros objetos espaciais.

Um dos argumentos do novo estudo é que as análises dos autores apontam para uma densidade muito baixa, em relação à alta metalicidade. Isso significa que Psique é mais poroso e possui menos matéria do que se imaginava, provavelmente porque foi “exposto a colisões com asteroides contendo os condritos carbonáceos mais comuns, que depositaram uma camada superficial que estamos observando”, conforme explica David Cantillo, principal autor do artigo publicado no The Planetary Science Journal.

A alta porosidade é comum em objetos relativamente pequenos e de baixa massa — como Bennu, que tem porosidade de 50%, enquanto o 16 Psique teria cerca de 35%, de acordo com o novo estudo. O diâmetro de Bennu é de cerca de 500 metros, enquanto o Psique mede aproximadamente 226 km. Essa porosidade ocorre porque os objetos têm um campo gravitacional fraco, que impede que suas rochas e pedregulhos sejam compactados com muita força.

Mas tudo isso não faz com que o 16 Psique deixe de ser interessante. Os pesquisadores consideram que o material carbonáceo de sua superfície é rico em água, então eles pretendem mesclar dados de telescópios terrestres e de missões enviadas a outros asteroides para determinar a quantidade de água que pode haver por lá. Quanto à missão Psyche, da NASA, resta esperar a reação da agência ao novo estudo. Os depósitos de ferro do Psique haviam sido avaliados em US$ 10.000 quadrilhões, mas agora seu real valor científico deve ficar em aberto até a publicação de estudos mais conclusivos.

Fonte: University of Arizona

Informações extraídas do site CanalTech
https://canaltech.com.br/espaco/alvo-da-nasa-asteroide-16-psique-pode-nao-ser-o-nucleo-exposto-de-um-planeta-186919/
Autor: Daniele Cavalcante

Daniele Cavalcante

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